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O porque do Amor?

Posted in Cultura, Uncategorized with tags , , on 04/01/2011 by Renata Junqueira
Imagem de: Pinterest.com

“Mulheres…” Que esperamos delas?… Filhos? Ajuda?… Paz? Felicidade? Tudo? Nada? Momentos?

Nós simplesmente vivemos, esperamos, conhecemos, amamos, e depois nos casamos vivemos na companhia de uma mulher o amor, o nascimento e a morte, depois nos viramos atrás de pernas na rua, às vezes nos desgraçamos por um penteado ou pelo hálito quente de uma boca, por alguns instantes sentimos, nas camas burguesas, ou nos sofás de molas quebradas das hospedarias imundas das ruelas, que estamos satisfeitos, às vezes somos bombasticamente generosos com uma mulher, elas choram, e os dois fazem juras de que vão ficar juntos, vão se ajudar mutuamente, viver no cume de uma montanha, ou na grande cidade…

Entretanto depois o tempo passa, um ano, três anos, ou duas semanas – você observou que o amor, como a morte, não compreende um tempo mensurável em horas ou pelo calendário?… – e o grande projeto em que eles se envolveram não deu certo, ou não resultou exatamente no que haviam imaginado.

E então eles se separam, com ódio, ou indiferença, e de novo esperam e recomeçam, procuram outros parceiros. Ou estão cansados, e ficam juntos, sugam a vontade e a força de viver um do outro, e adoecem, matam-se um pouco, morrem. E no último instante, quando cerram os olhos, será que entendem? … O que quiseram um do outro? Apenas cederam a uma lei grande e cega cujo imperativo renova eternamente o mundo por meio do hálito do amor, e requer mulheres e homens aos pares para preservar a espécie…?

Isso é tudo?

” De verdade” – Sándor Márai

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