Arquivo para amor

Coração indeciso

Posted in Poesia with tags , on 12/01/2012 by Renata Junqueira

Eu queria sentir algo por ele,
Mas meu coração mandão não deixa.

Eu queria não pensar mais nele,
Mas meu coração carente não deixa!

Melhor só?
Ou melhor com quem não amo?

Melhor amar.

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O frio do amor!

Posted in Poesia with tags , , on 23/01/2011 by Renata Junqueira

Sim. Eu já escrevi uma mensagem de amor
Já vi fiquei horas digitando uma mensagem de duas linhas no meu celular, sentindo um frio na barriga só de pensar que ele iria ler
Escrevi, reescrevi, escrevi de novo,
e no fim apaguei
Tive medo!
Medo de amar
O tempo passou…e eu nunca consegui apertar: enviar
Hoje tenho medo!
De nunca mais sentir ese frio de novo!

O porque do Amor?

Posted in Cultura, Uncategorized with tags , , on 04/01/2011 by Renata Junqueira
Imagem de: Pinterest.com

“Mulheres…” Que esperamos delas?… Filhos? Ajuda?… Paz? Felicidade? Tudo? Nada? Momentos?

Nós simplesmente vivemos, esperamos, conhecemos, amamos, e depois nos casamos vivemos na companhia de uma mulher o amor, o nascimento e a morte, depois nos viramos atrás de pernas na rua, às vezes nos desgraçamos por um penteado ou pelo hálito quente de uma boca, por alguns instantes sentimos, nas camas burguesas, ou nos sofás de molas quebradas das hospedarias imundas das ruelas, que estamos satisfeitos, às vezes somos bombasticamente generosos com uma mulher, elas choram, e os dois fazem juras de que vão ficar juntos, vão se ajudar mutuamente, viver no cume de uma montanha, ou na grande cidade…

Entretanto depois o tempo passa, um ano, três anos, ou duas semanas – você observou que o amor, como a morte, não compreende um tempo mensurável em horas ou pelo calendário?… – e o grande projeto em que eles se envolveram não deu certo, ou não resultou exatamente no que haviam imaginado.

E então eles se separam, com ódio, ou indiferença, e de novo esperam e recomeçam, procuram outros parceiros. Ou estão cansados, e ficam juntos, sugam a vontade e a força de viver um do outro, e adoecem, matam-se um pouco, morrem. E no último instante, quando cerram os olhos, será que entendem? … O que quiseram um do outro? Apenas cederam a uma lei grande e cega cujo imperativo renova eternamente o mundo por meio do hálito do amor, e requer mulheres e homens aos pares para preservar a espécie…?

Isso é tudo?

” De verdade” – Sándor Márai

Temas de amor

Posted in Cultura, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 14/12/2009 by Renata Junqueira

Hoje, neste mundo que muitos chamam de pós-moderno, outros preferem hipermodernidade ou simplesmente mundo globalizado, muitos conceitos, visões e até mesmo ideais de éticas caíram por terra. Por exemplo o conceito de relacionamento afetivo, transformou-se e  aprimorou-se ao longo de milênios de uso. O texto abaixo do psicanalista Flávio Gikovate mostra de forma madura e sensível sua visão sobre o tema. 

                                                                           

Sawabona – Shikoba

Retirado do blog AssimFalouDeNardi

                                                                             

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio.

As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.

Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.

Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.
Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.
É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo…

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no  sul da África quer dizer “Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante pra mim”.

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é: “Então eu existo pra você”

Por Flávio Gikovate

Sentimentos em letras reconhecidas!

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , on 11/06/2009 by Renata Junqueira

O mundo é grande

Carlos Drummond de Andrade

 

O mundo é grande e cabe

nesta janela sobre o mar.

O mar é grande e cabe

na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe

no breve espaço de beijar.