Archive for the Poesia Category

Coração indeciso

Posted in Poesia with tags , on 12/01/2012 by Renata Junqueira

Eu queria sentir algo por ele,
Mas meu coração mandão não deixa.

Eu queria não pensar mais nele,
Mas meu coração carente não deixa!

Melhor só?
Ou melhor com quem não amo?

Melhor amar.

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O som do coração

Posted in Música, Poesia with tags , , , on 15/07/2011 by Renata Junqueira

A música é o verdadeiro som do coração. E é através da música que conseguimos ouvir nosso coração. Ouvir a voz que há dentro de nós como uma certeza imutável. Uma certeza que não vem da verdade ou da racionalidade, vem mais de dentro, onde não podemos tocar. Onde só podemos perceber e sentir. É preciso deixar fluir a energia do corpo que transforma tudo em vida, em música, em sentimento, em expressão, em intuição. Deixar o som de dentro sair através da pele, do olhar, do toque e do pensamento.

Apenas palavras que saíram de dentro de mim após ver, “O som do coração” (diretor Kirsten Sheridan, “August Rush”) , um dos filmes mais lindos e expressivos que já vi.

O frio do amor!

Posted in Poesia with tags , , on 23/01/2011 by Renata Junqueira

Sim. Eu já escrevi uma mensagem de amor
Já vi fiquei horas digitando uma mensagem de duas linhas no meu celular, sentindo um frio na barriga só de pensar que ele iria ler
Escrevi, reescrevi, escrevi de novo,
e no fim apaguei
Tive medo!
Medo de amar
O tempo passou…e eu nunca consegui apertar: enviar
Hoje tenho medo!
De nunca mais sentir ese frio de novo!

Experiência inesquecível!

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , on 13/07/2009 by Renata Junqueira

De repente, caindo do mundo terrestre, para o submundo aquático. Tudo em Mergulho em Fernando de Noronhavolta é azul. 5m, 10m abaixo tudo começa a ficar intensamente colorido. 20m, 25m, as pedras, os corais, os peixes. Essas cores realmente existem? Um verde que nem a folha mais bela da árvore mais exótica pode ter. Um vermelho e um laranja que nem o pôr do sol do Caribe jamais vislumbrou. Roxo, amarelo e azul. Num profundo silêncio interno. A respiração cada vez mais profunda, a consciência cada segundo mais expandida, e a sensorialidade mais intensa. O simples  nadar da tartaruga encanta. As listras vermelhas, as bolinhas amarelas, e os formatos assimétricos são especiais. É engraçado achar as lulas pelos rastros de concha que elas deixam na areia. A quantidade de vida que se forma num naufrágio, numa caverna, numa laje!

Olhando para cima, para os lados, para baixo, tudo é vida. E eu respirando ali, vivendo aquele mundo. Naquele momento faço parte da cadeia. O coração começa a bater mais rápido, as bolhas ao meu redor começam a aumentar. Um peixe maior do que os outros vem em minha direção. Eu, somente eu, e o mar inteiro ali. Acalmo-me. Sim é um tubarão. Mas estou em Fernando de Noronha, não há porque se preocupar. Há alimento em abundancia. O tubarão lixa está alimentando-se e vivendo ali como numa quarta-feira qualquer.

O cardume de Paru me rodeia envolvendo-me com aquele corpo enegrecido e suas cinco faixas amarelas transversais, mostrando-me as profundezas do seu lar. Neste momento tenho certeza que se pudesse me olhar teria também as tais faixas amarelas em mim. Um peixinho lindo, metade roxo metade laranja quase passa imperceptível ao meu olhar vago. Ele era tão tímido, tão tímido que ao me ver se escondeu em sua toca. Tem medo, receio, vergonha (parece eu na primeira vez que fiquei frente a frente com uma enorme arraia, que poderia cobrir todo o meu corpo com sua manta). Será que é a primeira vez que esse lindo peixinho vê algo tão estranho como eu?

Com nadadeiras, respirando no fundo do mar, alimentando-se, e nadando com tanta leveza. O que será? Peixe? Tubarão? Arraia? Homem?
A consciência de estar num ambiente que não é o seu, em meio a uma natureza que não se está acostumado e participando da vida de seres tão diferentes. Cada um com suas determinadas características. Os golfinhos, tão brincalhões, gostam de nos acompanhar e fazer graças. As enguias tão pequeninas vivem isoladas e não gostam de companhia. Tantos peixes, tantos nomes, cores e formas.

Olhando no manômetro vejo que é hora de acordar, quero dizer de voltar. Subindo devagar para a superfície, ainda posso aproveitar os últimos instantes. Tiro o regulador Caverna aquática em Fernando de Noronhada boca. Mas o mergulho ainda não acabou, restam as lembranças que podem me levar de volta a mais de 20m de profundidade em apenas 1 segundo. Ai as lembranças…

De repente, caindo do mundo terrestre…

Uma amizade pode salvar vidas!

Posted in Amizade, Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , on 19/06/2009 by Renata Junqueira

Para todos meu amigos, presentes no meu dia-a-dia ou que raramente vejo:

Esta linda mensagem é uma homenagem minha a você!

Obrigada pela sua amizade e por todos os momentos de alegria e dificuldade que passamos juntos.

 o valor de uma amizade

O valor de uma amizade 

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido
por um grupo de missionários, foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte instantânea
e as restantes ficaram gravemente feridas.
Entre elas, uma menina de 8 anos, considerada em pior estado.
Foi necessário chamar ajuda por uma rádio e depois de algum tempo,
um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.
Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria
devido aos traumatismos e à perda de sangue.

Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Após alguns testes rápidos com o próprio pessoal da equipe
de socorro, puderam perceber que ninguém ali possuía
o sangue que a menina precisava.
Reuniram, então, o povo da aldeia e, tentaram explicar
o que estava acontecendo, gesticulando,”arranhando”
o idioma que era difícil para eles. Queriam dizer que
precisavam de um voluntário para doar sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho
levantar-se timidamente. Era um menino chamado Cheng.

Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante
e espetaram-lhe uma agulha na veia.
Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.
Passado um momento, Cheng deixou escapar um soluço e tapou
o rosto com a mão que estava livre.
O médico perguntou a ele se estava doendo e ele disse que não.
Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas.
O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar,
e novamente o menino negou.
Os soluços ocasionais deram lugar a um choro
silencioso mas ininterrupto.
Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia.
O médico, então, pediu que ela procurasse saber
o que estava acontecendo com o menino Cheng.

Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele
e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando…
minutos depois ele estava novamente tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos: “Ele pensou que ia morrer.
Não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando
que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer”.
O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:
“Mas, se era assim, por que então você se ofereceu para doar seu sangue?”
E o menino respondeu:

ELA É MINHA AMIGA.

Autor desconhecido

Sentimentos em letras reconhecidas!

Posted in Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , on 11/06/2009 by Renata Junqueira

O mundo é grande

Carlos Drummond de Andrade

 

O mundo é grande e cabe

nesta janela sobre o mar.

O mar é grande e cabe

na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe

no breve espaço de beijar.

 

Mudança de paradigma

Posted in Arte, Poesia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/06/2009 by Renata Junqueira
Caverna Petar

Por: Ana Paula Matta

Um lugar como este é como uma decisão que tomamos em nossa vida, nos transforma para sempre e nunca mais esquecemos. Cada brecha da memória reavivará os momentos e as fotografias que tiramos com a mente. Cada passo que demos lá, cada palavra que proferimos e cada respiração feita naquele ambiente será guardado no inconsciente coletivo.

As águas gélidas são também quentes o suficiente para queimar qualquer resquício de energia negativa em nosso corpo. As cavernas escuras são claras o suficiente para enxergarmos a magia e a perfeição da natureza. São também lugares enormes mas que parecem tão pequenos ao nos aconchegar e nos mostrar tanto conhecimento acumulado pelos anos.

Essência Caverna no Petar

Por: Ana Gabriela Souza

Quando se está num lugar como este, vivendo com toda a simplicidade do ser, em contato com o que há de mais belo e primitivo na natureza, tudo o que há de mais nobre e verdadeiro em nós desabrocha, simplesmente por estarmos mais em contato com nós mesmos.

Nascemos nus, sem luz,vegetarianos…

Porque precisamos inventar tantas coisas para sermos felizes? Quem não percebe a beleza e sabedoria da natureza não é feliz pois não conhece a própria essência.