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A riqueza da alimentação Vegetariana

Posted in Alimentação, Vegetarianismo with tags , , , , , , on 10/01/2011 by Renata Junqueira

Por Alex Atala, o mais conceituado chef brasileiro, proprietário do Restaurante D.O.M. em São Paulo

 

Tenho especial fascínio por esta parte da cozinha. O poder do movimento hippie, nos anos 70, influenciado por culturas ancestrais como a indiana, impregnou a cozinha vegetariana. Por causa da influência dos hippies, ela é vista até hoje, no mundo ocidental, como uma coisa de gueto, de bicho grilo. Mais um equívoco do mundo gastronômico.
Um dos momentos apoteóticos da cozinha, o macarrão com molho de tomate, é um prato 100 por cento vegetariano. Há muitas possibilidades de se fazer uma refeição rica, gostosa e criativa sem o uso de proteína animal. Berinjelas, cogumelos, alcachofras, aspargos, entre muitos outros, tem sabores fortes. As alcachofras e os aspargos são vistos com reserva pelos amantes do vinho: de tão fortes de sabor, podem cobrir notas da bebida.
Arrisco até a dizer que eu poderia abrir um restaurante no qual a falta de carne não faria a menor diferença. Pensando em algas, tomates, tubérculos, verduras, em fim, uma série de ingredientes de cozinha que não incluem carne, é possível montar uma refeição incrível.
É importante frisar que todas as cozinhas incluem pratos vegetarianos e que a carne não faz falta nenhuma em uma refeição. Se pararmos para pensar, poderíamos reduzir bastante a quantidade de carnes que ingerimos. Ela não tem essa importância crucial na nossa alimentação. Não mesmo! É possível viver muito bem com uma cozinha vegetariana, e é possível chegar a notas contundentes só pensando em castanhas, queijos e todos os outros ingredientes desse universo.
A cozinha vegetariana deve ser reinterpretada. Há um espaço para isso na gastronomia atual.

Extraído do livro Escoffianas brasileiras, pag. 86.

É natural do homem alimentar-se de carnes?

Posted in Alimentação, Gastronomia, Uncategorized, Vegetarianismo with tags , , , , , , , , , , , , , on 04/06/2010 by Renata Junqueira

 

 

 

O homem por natureza não foi feito para comer carne: depois de muitos estudos e investigações, os cientistas concluíram que nossos primeiros antepassados eram por instinto vegetarianos, especificamente frugívoros, e que recorriam a carne apenas em períodos de extrema crise. Foi durante a última era glacial que a dieta normal de frutas e legumes tornou-se praticamente impossível de satisfazer e, para substituir, tiveram que começar a comer o que encontravam. Alguns antropólogos todavia acreditam que o homem foi carnívoro na antiguidade, e que a alimentação baseada em vegetais é apenas um produto advindo da civilização. Estes antropólogos defendem que o ser primitivo vivia da caça e da pesca, por isso teria de ser carnívoro.

Se o homem fosse carnívoro por natureza, continuaria sendo e alimentar-se-ia de carne crua, sem nenhuma necessidade de condimentar-la ou de colocá-la com outros alimentos que na realidade reduzem ou mudam o sabor e até mesmo transformam a aparência da carne crua. É importante recordar que o homem primitivo não dominava o fogo nem dispunha de instrumentos para caça. E que somente depois de ter adaptado lanças, machados e etc é que pode começar a caçar animais mais fortes e rápidos do que ele. A lógica nos está provando que o homem em suas origens não foi caçador, nem carnívoro, mas sim, vegetariano e frugívoro e por falta de fogo crudívoro por excelência. Infelizmente, o costume de comer carne continuou, seja por necessidade como no caso dos esquimós e outras tribos do extremo norte, ou por hábito, condicionamento ou também por falta de conhecimento adequado. Em contrapartida, conforme nos mostrou a história, sempre existiram indivíduos e grupos de pessoas que compreenderam a importância de uma dieta vegetariana para beneficiar sua saúde ou por motivos éticos e religiosos. Pitágoras proibia seus discípulos de comer carne, garantindo que era um alimento insalubre, imoral e que ainda por cima prejudicava a inteligência. Platão, um dos sábios mais reconhecidos da antiga Grécia, era vegetariano. Seu lugar preferido era um jardim com árvores frutíferas, chamado akademos (de onde vem o termo academia), que ficava a alguns kilômetros de Atenas; ali, o discípulo de Sócrates se reunia com seus alunos para transmitir a eles seus ensinamentos filosóficos. Epicuro, precursor da filosofia monista, sobre a qual se apóia toda a ciência moderna, foi também vegetariano. Só se alimentava com frutas que ele mesmo cultivava. Benjamín Franklin, inventor do pára-raios, também foi vegetariano. Um dos personagens mais famosos que defendeu a dieta vegetariana foi Jean Jacques Rousseau, o suíço que foi um dos grandes escritores e pensadores da França em vésperas da Revolução Francesa. Tolstoi, um grande romancista russo, não somente pregou o vegetarianismo mas deu o exemplo, alimentando-se exclusivamente de frutas e verduras cruas. Há uma frase sua conhecida: “Enquanto nós formos sepulturas vivas de animais sacrificados, como podemos esperar melhores condições para a Terra?” Hoje o vegetarianismo já está muito reconhecido no mundo todo e apesar de existir certas opiniões ignorantes sobre o assunto, já não há nenhuma dúvida com relação aos benefícios que esta forma de se alimentar proporciona a quem a adota.

Voltemos a questão inicial: É natural que o ser humano se alimente de carne? Seu organismo está preparado para digeri-lá? Quanto a essas perguntas, observe o quadro abaixo que compara o biotípo do animal carnívoro, herbívoro, frugívoro e dos seres humanos.

Texto baseado no livro, La dieta del Yôga, Edgardo Caramella, Kier, 2005

 

Quadro sinótico copiado do livro La dieta del Yôga, Edgardo Caramella

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

**Curiosidade, você acha que a alimentação vegetariana não serve para esportitas, lutadores e pessoas que querem ganhar mais força? Então veja o vídeo abaixo 

Gladiadores vegetarianos

http://tvuol.uol.com.br/#view/id=as-expedicoes-de-josh-bernstein–laboratorio-forense-0402983866C4C18346/user=yaq680z51683/date=2010-05-10&&list/type=user/codProfile=yaq680z51683/

Questão para se pensar – Parte III

Posted in Alimentação, Método DeRose with tags , , , , , , , , , , on 08/09/2009 by Renata Junqueira
Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens estão além de nossa compreensão. Por favor, ajudem a parar com esta loucura. Richard Gere

"Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens estão além de nossa compreensão. Por favor, ajudem a parar com esta loucura." Richard Gere

A arte de bem viver é: Ser vegetariano!

Questão para se pensar – Parte II

Posted in Alimentação, Cultura, Opinião e informação with tags , , , , , , , , , , , , , , on 15/07/2009 by Renata Junqueira

Paul Maccartney, Pitágoras, Albert Einstein e Leonardo da Vinci falando sobre vegetarianismo

Uma questão para pensar – parte I

Posted in Ação social, Alimentação, Opinião e informação with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 15/06/2009 by Renata Junqueira
Ronald Mcdonald, confissão de vegetarianismo
“Eu fiz lavagem cerebral em crianças, induzindo-as fazer o que é errado. Quero pedir desculpas por ter promovido uma empresa que fatura milhões matando animais” Geoffrey Guiliano, o ator principal do personagem Ronald MacDonald, nos anos 80, quando pediu demissão e se desculpou publicamente.