Como funciona a psicoterapia – por DeRose

Como funciona a psicoterapia

Retirado do Blog do DeRose

A mecânica curativa da psicoterapia está no paciente e não no terapeuta. Para curar-se da maior parte das pequenas neuroses e distúrbios emocionais basta uma decisão tomada em profundidade, com toda a vontade de curar-se aflorando do seu ser, uma vontade que venha com toda a sinceridade lá do fundo da alma.

O problema é que a maioria das pessoas não sabe como gerar essa vontade sem a ajuda de um rito. O rito é representado pela decisão de procurar ajuda e aceitar pagar por ela. É a decisão de sair de casa duas a três vezes por semana, especialmente para conceder-se um tempo a fim de cuidar especialmente das idiossincrasias do seu psiquismo. É o poder dispor de alguém para catalisar a sua reação.

O número de charlatães que estão aí no mercado, clinicando, sem formação alguma e até portadores de psicopatias graves é assustador. No entanto, seus pacientes melhoram, alguns curam-se e quase todos saem elogiando o vigarista. A que se deve isso?

Deve-se ao poder de autocura já mencionado no capítulo A capacidade de autocura do organismo. No caso da psicoterapia, o terapeuta muitas vezes é o placebo. Podia ser um psicanalista de linha freudiana ou um de linha anti-freudiana; podia ser um tarólogo ou um homeopata; podia ser um instrutor de Yôga ou um acupunturista. Não importa quem vai ser o deflagrador da reação. O que importa é que seja pago, custoso e sistemático. Estes três fatores devem estar presentes:

a)   é imprescindível o fator prioridade, sua proposta tem que ser séria e estar acima de qualquer outro compromisso profissional, social, esportivo ou afetivo;

b)  é preciso que a medida tomada seja rítmica, constante, subordinada a uma disciplina;

c)   e é necessário que haja um sacrifício envolvido, que pode ser financeiro ou outro.

Por isso, as promessas, novenas e outros procedimentos religiosos também funcionam para uma determinada faixa cultural. Sai muito mais barato que as três sessões semanais à razão de mais de cem dólares por consulta, o que resultaria em, no mínimo, mil dólares por mês.

Portanto, se você for uma pessoa esclarecida e quiser fazer psicoterapia e, ao mesmo tempo, uma bela economia, elabore uma rotina ou, se preferir, um ritual, duas ou três vezes por semana, que exija um deslocamento físico para um outro local, um preço a ser pago e um compromisso com caráter de prioridade Que tal um grupo de meditação? Já pensou em praticar Yôga? Mas também pode ser dança de salão, tênis ou golfe.

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Uma resposta to “Como funciona a psicoterapia – por DeRose”

  1. Olá, sou uma aluna antiga do Método DeRose em férias (parei de praticar há algum tempo, mas pretendo voltar) e também psicóloga e, apesar de todo respeito e gratidão pelo Mestre, devo colocar aqui minha opinião que difere, em certo ponto, da dele.
    Também acredito que existam bons e maus profissionais na área da psicologia, aliás, como em todas as áreas, infelizmente. E também sou da opinião de que quando há um desejo inquebrantável de mudança, ela ocorre independemente do que a pessoa possa utilizar como catalizador. Por outro lado, percebo que falta a muitas pessoas habilidades em lidar com o que pensam, sentem e fazem, o que as atrapalha em tomar decisões e em encaminhar sua vontade no sentido de concretizá-las; há, ainda, idéias incapacitantes e limitantes fortemente gravadas em algum lugar. As pessoas podem se livrar de tudo isso sozinhas, claro; como há muitas que aprendem sozinhas habilidades como dirigir e falar outra língua. mas isso não quer dizer que o papel daquele que facilita o aprendizado é desprezível, e nem significa que o intuito deste orientador é diminuir a capacidade e tornar dependente aquele que o escuta. Pelo contrário, a terapia existe como um processo de orientação estruturada, com começo, meio e fim, que ajuda a prevenir recaídas e que ensina e reforça habilidades necessárias para seguir adiante muito mais feliz, pleno e satisfeito.
    Esta é a minha opinião de psicóloga clínica formada pela PUC-SP com especialização em terapia cognitiva, com anos de prática. Falo, portanto, pela linha que eu clinico e por mim; não posso estender minha opinião para outras especializações da psicologia, pois não as conheço profundamente. Mas sei que generalizar os profissionais, as práticas e suas consequencias práticas é um erro tão primário quanto subestimar a capacidade do ser humano.

    Ana Carolina Diethelm Kley

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