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Como funciona a psicoterapia – por DeRose

Posted in Saúde, Uncategorized with tags , , , , , , , on 21/12/2009 by Renata Junqueira

Como funciona a psicoterapia

Retirado do Blog do DeRose

A mecânica curativa da psicoterapia está no paciente e não no terapeuta. Para curar-se da maior parte das pequenas neuroses e distúrbios emocionais basta uma decisão tomada em profundidade, com toda a vontade de curar-se aflorando do seu ser, uma vontade que venha com toda a sinceridade lá do fundo da alma.

O problema é que a maioria das pessoas não sabe como gerar essa vontade sem a ajuda de um rito. O rito é representado pela decisão de procurar ajuda e aceitar pagar por ela. É a decisão de sair de casa duas a três vezes por semana, especialmente para conceder-se um tempo a fim de cuidar especialmente das idiossincrasias do seu psiquismo. É o poder dispor de alguém para catalisar a sua reação.

O número de charlatães que estão aí no mercado, clinicando, sem formação alguma e até portadores de psicopatias graves é assustador. No entanto, seus pacientes melhoram, alguns curam-se e quase todos saem elogiando o vigarista. A que se deve isso?

Deve-se ao poder de autocura já mencionado no capítulo A capacidade de autocura do organismo. No caso da psicoterapia, o terapeuta muitas vezes é o placebo. Podia ser um psicanalista de linha freudiana ou um de linha anti-freudiana; podia ser um tarólogo ou um homeopata; podia ser um instrutor de Yôga ou um acupunturista. Não importa quem vai ser o deflagrador da reação. O que importa é que seja pago, custoso e sistemático. Estes três fatores devem estar presentes:

a)   é imprescindível o fator prioridade, sua proposta tem que ser séria e estar acima de qualquer outro compromisso profissional, social, esportivo ou afetivo;

b)  é preciso que a medida tomada seja rítmica, constante, subordinada a uma disciplina;

c)   e é necessário que haja um sacrifício envolvido, que pode ser financeiro ou outro.

Por isso, as promessas, novenas e outros procedimentos religiosos também funcionam para uma determinada faixa cultural. Sai muito mais barato que as três sessões semanais à razão de mais de cem dólares por consulta, o que resultaria em, no mínimo, mil dólares por mês.

Portanto, se você for uma pessoa esclarecida e quiser fazer psicoterapia e, ao mesmo tempo, uma bela economia, elabore uma rotina ou, se preferir, um ritual, duas ou três vezes por semana, que exija um deslocamento físico para um outro local, um preço a ser pago e um compromisso com caráter de prioridade Que tal um grupo de meditação? Já pensou em praticar Yôga? Mas também pode ser dança de salão, tênis ou golfe.

Temas de amor

Posted in Cultura, Relacionamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 14/12/2009 by Renata Junqueira

Hoje, neste mundo que muitos chamam de pós-moderno, outros preferem hipermodernidade ou simplesmente mundo globalizado, muitos conceitos, visões e até mesmo ideais de éticas caíram por terra. Por exemplo o conceito de relacionamento afetivo, transformou-se e  aprimorou-se ao longo de milênios de uso. O texto abaixo do psicanalista Flávio Gikovate mostra de forma madura e sensível sua visão sobre o tema. 

                                                                           

Sawabona – Shikoba

Retirado do blog AssimFalouDeNardi

                                                                             

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio.

As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.

Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.

Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.
Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.
É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo…

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no  sul da África quer dizer “Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante pra mim”.

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é: “Então eu existo pra você”

Por Flávio Gikovate

Mundo paralelo de OSGEMEOS!

Posted in Arte with tags , , , , , , , , , , , , , on 01/12/2009 by Renata Junqueira

Fui visitar a exposição dos grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo, mais conhecidos como OSGEMEOS. Na verdade não é uma exposição e sim mundo paralelo que os artistas criaram dentro da FAAP.

Abrangendo além do sentido visual o ambiente estimula também os sentidos auditivos e táteis, transportando-nos ainda mais para este mundo colorido e divertido da imaginação.  Porém, por mais mágico, colorido e fantasioso que pareça este mundo ele também nos mostra uma dura realidade.

Instrutores do Método DeRose Itaim e alunos na exposição

Percebe-se que por trás de tantas cores vibrantes, linhas delicadas, desenhos inimagináveis há muita sensibilidade e grande sintonia entre os dois irmãos, isso torna as obras  ainda mais incríveis e transformadoras.  Numa entrevista para a revista Bravo, os artistas contam que certa vez, na época de escola, participaram de um concurso de ilustração e mesmo sendo de salas diferentes, sem comentarem a obra que cada um faria, apresentaram trabalhos idênticos.

Uma das coisas mais impressionantes são os detalhes que acabam virando o ponto central dos desenhos, fora os acabamentos lindos feitos com paetês e espelhos. A exposição de inicio parece pequena, porém os detalhes são tantos que a visita acaba levando horas para quem realmente quiser apreciar as minúcias.

Depois da exposição vale um pit stop na Kopenhagen bem em frente para trocar as experiências com os amigos!