Arquivo para agosto, 2009

Por uma globalização mais humana – Milton Santos

Posted in Ação social, geografia with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/08/2009 by Renata Junqueira

 

Geógrafo que revolucionou a Geografia moderna no Brasil, seus conceitos e temas.

Geógrafo que revolucionou a Geografia moderna no Brasil, seus conceitos e temas.

A globalização tem como definição mais direta, meramente o conjunto de mudanças através das quais se diminuem os constrangimentos geográficos sobre os processos sociais, econômicos, políticos e culturais, redução esta sobre a qual os indivíduos cada vez são mais conscientes. Mas isso é uma definição obviamente teórica, pois não é isso que vemos acontecer na prática. Primeiro porque esta quebra de barreira não se estende exatamente a todos os indivíduos do globo terrestre, ela se restringe apenas aqueles que tem condições de adquirir ou estar em contato com as novas tecnologias mundiais e as informações globais. Segundo, pois esta informação globalizada, a informação em massa, é produto das empresas globalitárias e segue a férrea lógica dos tempos, pois seleciona os destinatários, recorta a natureza da informação e controla sua difusão, produzindo como resultado apenas um “novo encantamento”, que pode ser inclusive alterado com a sofisticação que as novas tecnologias viabilizam, em escala incessante de multiplicação.

Nesse mundo globalizado a competição torna-se mais do que apenas necessário e saudável, a competição torna-se frustrante e antiética. E ao contrário do que se esperava cresce o desemprego, a pobreza, a fome e a violência. A globalização trouxe mais do que facilidades cotidianas, tecnologia e informação globalizadas, ela trouxe principalmente a pobreza globalizada, uma pobreza que não é mais local, nem mesmo nacional, ela é estrutural e o pior uma pobreza vista como inevitável e incurável.

Milton Santos observa a globalização sob três óticas: “o primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo tal como ele pode ser: uma outra globalização”. A fábula é propagada por Estados e empresas, que colocam a globalização como fato inevitável. A imposição desse “pensamento único” naturaliza o caráter perverso do fenômeno, e constitui o que Milton chamava “violência da informação”. A perversidade da globalização se revela na medida em que seus benefícios não atingem sequer um quarto da população mundial, ao custo de disseminar a pobreza de continentes inteiros. Vista como possibilidade para o futuro, ela passaria a empregar os novos progressos técnicos de forma mais solidária, por exemplo produzir mais alimentos para a população, aplicar à medicina reduzindo assim as doenças e a mortalidade, de modo a derrubar o globalitarismo — termo cunhado por Milton que agrega ao conceito de globalização a noção de totalitarismo.

Nosso excelentíssimo geógrafo Milton Santos, nos faz pensar: nos dias de hoje essa facilidade de acesso e de disseminação da informação pode ser uma grande veículo para um mundo mais solidário. Só o que precisamos é que nossa consciência desperte o que ainda há de solidário em cada um de nós. É sim possível lutar por uma globalização menos perversa, “ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra, e amenizando a pobreza. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes.”- Milton Santos

 

Referências:

Livro: Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal, Milton Santos.

Documentário: Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá, Sílvio Tendler.

Entrevista transformadora de uma Cultura Milenar!

Posted in Autoconhecimento, Cultura, Método DeRose with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/08/2009 by Renata Junqueira

A Arte de Bem Viver do Método DeRose!

Mestre DeRose sorrindo

É possível uma convivência mais harmoniosa e sensível  nossa com nós mesmos e com a sociedade? Fazer parte de uma Cultura que nos proporciona uma vida mais lúcida, consciente e saudável? Conviver com pessoas dinâmicas, cultas e bem dispostas, que valorizam e trabalham com arte, educação e cultura ? E acima de tudo pessoas que se preocupam em serem melhores e mais éticas a cada dia?

DeRose em uma entrevista na Europa mostra de forma clara e contagiante que  através de uma cultura milenar resgatada pelo Método DeRose é sim possível!

Afinal, milhares de pessoas no Brasil, na América Latina, Europa e diversos países do mundo já adotaram este life style.

Leia uma pequena transcrição da entrevista reproduzida abaixo. Para vê-la em vídeo clique no link.

Vídeo da entrevista do professor DeRose

Jornalista António Mateus- “Mestre sua cultura promove um indivíduo mais lúcido, mais consciente, mais interativo  na sociedade, é isso?”

DeRose- A proposta é esta. A proposta é que através de um conjunto de técnicas e um conjunto de conceitos nós possamos levar uma pessoa comum a um estado de consciência expandida. Agora se isto vai ser obtido, ou não, vai depender de uma quantidade de fatores entre eles a própria genética do individuo, e da parte controlável, a dedicação, o investimento de tempo na prática desta filosofia e também o ambiente onde a pessoa vive porque vai depender muito da bagagem cultural que ela trás, da profissão que ela exerce, da idade a qual ela começou, então é uma constelação de fatores.

Jornalista António Mateus– “Como é que a sua cultura faz isso sobre o indivíduo? Que instrumentos, que ferramentais dispõe para fazer isto?”

DeRose- “Nossa Cultura com N maiúsculo e C maiúsculo porque é um conjunto de conceitos, filosofia, é um sistema de vida. Essa nossa filosofia, essa nossa cultura propõe isso através de uma reeducação comportamental progressiva e espontânea. Não somos a favor de doutrinação, portanto doutrinação está excluído, não somos também a favor de repressão. Sem doutrinação e sem repressão o melhor caminho é o exemplo, é a convivência, é o que chamamos de egrégora. É conviver com um poder gregário de um grupo que já está dedicado a estes ideais e a partir dai os conceitos são incorporados com muito mais facilidade e as técnicas, isto ai já é uma questão de dedicação individual, de praticar, de executar tais técnicas.”

Para saber mais sobre António Mateus:  http://selvaurbana.blogs.sapo.pt/

Para saber mais sobre DeRose: http://www.uni-yoga.org/blogdoderose

Festival Internacional de Yôga

Posted in Cultura, Opinião e informação with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 20/08/2009 by Renata Junqueira

FESTIVAL INTERNACIONAL DE YÔGA DE SÃO PAULO

Festival Internacional de Yôga de São Paulo

Uma das características do SwáSthya Yôga é a valorização do sentimento gregário. Gostamos de estar sempre com os amigos, comerorar bastante, ir a festas, aniversários, jantares, conhecer gente nova, enfim, de estar junto das pessoas queridas aprendendo e evoluindo com elas.

Um dos eventos que mostram isto são os Festivais Internacionais de Yôga, organizado pela respectiva Federação de Yôga onde acontecem os festivais. Eles ocorrem cidades como Florianópolis, Atibaia, Buenos Aires, Lisboa, Saquarema etc.

Agora em agosto, dia 21, 22 e 23 será o Festival Internacional de Yôga de São Paulo, em Atibaia. São 3 dias de evento recheados com diversas práticas tranformadoras ministradas pelas maiores autoridades de Yôga do mundo contando com a presença do Mestre DeRose.

Para saber mais acesso o site do evento:

http://www.vivayogamoema.com.br/festyoga/

Zen essa!

Posted in Cultura, filosofia with tags , , , , , , , , , , , on 19/08/2009 by Renata Junqueira

Guru ZenPor Renata Junqueira

“Eu nunca entendi por que toda vez que eu dizia ser instrutora de Yôga as pessoas me olhavam, faziam uma cara estranha, uniam as palmas das mãos e diziam – Ahh, por isso que você é meio zeeeen!
Zen, eu? Até parava para pensar alguns instantes tentando achar alguma semelhança. Mas sinceramente, nunca encontrei.

Mas então porque zen?

Maldita praga do paradigman ambulante e da desinformacionite aguda.(…)”

Para continuar lendo este artigo acesse:

Yôga do Itaim – Zen essa!

Mentalize e realize!

Posted in Autoconhecimento, Método DeRose, Opinião e informação with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/08/2009 by Renata Junqueira

Desenvolva o poder da sua mente!

Imagine como seria bom se pudéssemos transformar em realidade tudo o que desejamos? Conseguiu mentalizar isto? Então é possível.

A força da mentalização, mentalize e realize!

Desde o nascimento do primeiro ser humano uma poderosa e avançadíssima técnica tem sido utilizada: a técnica da mentalização. A mentalização nada mais é do que a “ação mental”, a capacidade que só o ser humano tem de criar projeções mentais, moldando ações futuras. Por exemplo, quando queremos abastecer o carro, imaginamos um posto na rua, ou, quando queremos falar com alguém, imaginamos esta pessoa ligando, ou até mesmo quando queremos comprar uma casa e sempre que passamos em frente a ela nos visualizamos morando lá. Essas imagens mentais são em sua maioria inconscientes, para tornar realmente eficaz nossa capacidade de transformar desejo em realidade é necessário que essas visualizações sejam conscientes e constantes.

Antes de realizar qualquer coisa criamos em nossa mente um arquétipo, um molde, uma forma daquilo que desejamos. Somente então é possível transformar qualquer coisa em realidade. Mas, entre a mentalização e a transformação dela em realidade há muito trabalho a fazer. É preciso treinar nossa capacidade mental de gerar imagens sem dispersão, focando estritamente naquilo que desejamos. Um arquiteto faz um desenho mental nos mínimos detalhes de como ele deseja o imóvel, a partir disto passa para o papel e transforma o projeto em realidade.

Este invcrível poder da mente  é algo intrínseco do ser humano totalmente natural e biológico porém a ciência ainda não consegue explicar de forma satisfatória seu funcionamento, por mais que já tenha tentado.  Utilizar a mentalização a nosso favor é algo extremamente simples, porém, que demanda muita dedicação e disciplina. No mundo real uma casa se constrói tijolo por tijolo, e precisa do trabalho continuo, colocando cimento, argamassa e tudo o mais até que ela fique pronta. Na mentalização não é diferente, precisamos criar imagens em nossa mente, tornando-as cada vez mais nítidas, reforçando-as todos os dias, com mais detalhes, mais cores, mais intensidade e foco. Não adianta hoje mentalizar  que você arranja um emprego, amanhã que você compra uma casa e depois de amanhã que você está emagrecendo. Escolha um só objetivo, visualize-o com riqueza de detalhes e mantenha esta mesma visualização por muito tempo, até ela tornar-se realidade. Simples assim!

Na prática do Yôga Pré-Clássico, SwáSthya Yôga, a mentalização é algo essencial e treinamos sua execução de diversas maneiras. Dentre as oito partes da prática (ashtánga sádhana), nas oito é possível utilizar mentalizações. Os yôgins possuem uma capacidade de transformar suas mentalizações em realizações exponencialmente maior do que o normal. Isso pois o yôgin, que incorporou esta filosofia em sua vida, possui seu treinamento diário, não somente de mentalização mas também de concentração e meditação. Quanto mais treinarmos nossa mente, mais forte e poderosa ela se tornará, e, proporcionalmente será maior a capacidade dela transformar imagem mental em realidade.

Faça da mentalização um hábito, algo rotineiro; ao andar, comer, estudar, trabalhar, namorar etc. Treine sua mente assim que acordar fazendo uma pré-programação mental do seu dia; mentalize tudo o que você tem que realizar, e algo que você queira que aconteça. Mas faça isso todos os dias, saturando a mente. É claro que junto com o treino de mentalização você precisa treinar o de ação, ou seja, não espere que tudo caia no seu colo, levante-se e faça alguma coisa. Ao mentalizar qualquer coisa você produz ondas características, e o universo começa a conspirar a seu favor. Mas você pode facilitar a realização de suas aspirações, sincronizando suas mentalizações com ações efetivas. Com o tempo de prática, você vai perceber o quão forte é está simples técnica. E vai perceber também que você torna-se uma pessoa mais realizada e feliz, afinal tudo o que você mentaliza se realiza.

Mas, cuidado com o que você mentaliza daqui para frente pois tem grande chance de se realizar!

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Quer saber mais sobre as técnicas milenares do SwáSthya Yôga? Assista gratuitamente as Web Classes ministradas pelo Mestre DeRose.

http://www.uni-yoga.org/cultura_entretenimento.php

Apnéia e Yôga – Origem, deturpação, transformação e enfim?

Posted in Cultura, Método DeRose with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/08/2009 by Renata Junqueira

Assim como o Yôga, o mergulho livre ou mergulho em apnéia teve sua proposta original completamente deturpada com o passar dos anos.

Umas das primeiras referências deste tipo de mergulho estão relacionadas a atividades para a sobrevivência do homem. Foram encontrados pinturas e desenhos de mergulho no Japão, que se imagina ser mais ou menos do ano de 4.600 a.C. Essas pinturas seriam das amas japonesas, mergulhadores e mergulhadoras que se dedicavam a colher mariscos, algas e pérolas. Outras citações antigas da apnéia incluem a pesca para alimentação e objetos valiosos para o comércio como conchas e corais.

Tratando-se do Yôga, há estudos arqueológicos que resgatam comprovações de sua existência há mais de 5.000 mil anos, ao noroeste da Índia. No início o Yôga era algo espontâneo, que vinha de dentro e se expressava através de técnicas belíssimas e dinâmicas. Era simplesmente uma filosofia de vida prática de raízes naturalista e desrepressora. Era praticada por jovens saudáveis que se motivavam em segui-la sem um motivo especifico.

 

Mas as mudanças de conceito tanto em relação a apnéia quanto ao Yôga começaram a se deturpar e a adaptar-se de acordo com a época e o poder político vigente. 4.000 anos após o surgimento da apnéia como meio de subsistência, esta prática passa a ser usada na Grécia para explorações militares e estratégias bélicas. Segundo o livro de Tulcídides, “História da Guerra do Peloponeso”, mergulhadores atenienses desenvolveram um sistema de defesa contra o ataque Espartano.

Já o Yôga deixou o nobre sentido de filosofia de vida que estimula o autoconhecimento para ser utilizado como uma prática mística e até mesmo terapêutica para terceira idade.

 

E as transformações não pararam por ai. Nos dias de hoje a apnéia é relacionada a um esporte radical, onde os mergulhadores treinam para chegar cada vez mais fundo. Os apneístas utilizam diversas técnicas e recursos modernos para aprimorar-se em suas performances.

Yôga do Itaim, ásana em frente ao rio

Vrikshásana - técnica corporal do Yôga Antigo.

Quanto ao Yôga, as deturpações chegaram a desconectá-lo completamente de sua origem, desde as técnicas, a forma de utilizá-las até o escopo. Tornou-se algo utilitário, consumista, maçante. É possível encontrar pessoas o utilizando o como ginástica, massagem, técnica para curar doença etc.

 

Por pouco estas duas práticas ancestrais não se perderam no tempo e no espaço. A apnéia ainda é utilizada por mergulhadores como uma forma de caça menos depredadora. E as amas japonesas continuam com sua forma tradicional de colher alimentos e materiais preciosos do fundo do mar.

O Yôga, graças aqueles que se dedicaram a perpetuação do Yôga Antigo, Pré-Clássico sem qualquer deturpação ou modernização, ainda existe nos dias de hoje com o nome de SwáSthya Yôga. Foi por pouco, muito pouco mesmo que a mais rica, poética e artística tradição cultura da Índia não se extinguiu.

 

Curiosidade: Muitos mergulhadores profissionais de apnéia praticam Yôga ou utilizam algumas de suas técnicas para aprimorarem-se no esporte. Focam-se principalmente nas técnicas que aumentam a capacidade pulmonar e que ampliam a consciência corporal, emocional e mental.

 

Referências: 

http://www.brasilescola.com/educacaofisica/apneia-mergulho.htm

http://www.mergulholivre.com.br/index.php?c=126&s=215&lang=16

Anna Lia A. Almeida Prado, História da Guerra do Peloponeso – São Paulo, Martins Fontes, 1999

Mestre DeRose, Tratado de Yôga – São Paulo, Nobel, 2008

 

Encerramento da Campanha do Agasalho 2009

Posted in Ação social, Método DeRose, Solidariedade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 07/08/2009 by Renata Junqueira

Agradecimento a todos que ajudaram nossa arrecadação ficar ainda mais quente!

grupo roda com o total de agasalhos arrecadados na Campanho do Agasalho 2009

A cada ano a arrecadação da Campanha do Agasalho cresce exponencialmente. Este ano com muita alegria e descontração o Grupo Roda apresentou na cerimônia de Encerramento o número de agasalhos arrecadados!

Governador José Serra e o Mestre DeRose no encerramento da campanha do agasalho 2009“José Serra, atual governador do Estado de São Paulo, esteve presente na cerimônia de encerramento da Campanha do Agasalho, promovida pelo Fundo Social de Solidariedade e realizada na tarde de hoje, 29/7, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. A Rede DeRose participa ativamente do processo de arrecadações para o Fundo de Solidariedade desde 2004, tendo as Unidades credenciadas como postos de arrecadação todos os anos.”

Texto extraido do site YÔGAPRESS