Arquivo para maio, 2009

Vik Muniz – um artista brasileiro.

Posted in Arte with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31/05/2009 by Renata Junqueira

Vik Muniz - auto retrato

O artista plástico brasileiro Vik Muniz, tinha desde cedo um dom natural para arte, assim como todo grande artista. É claro que só isso não bastava para fazer sucesso. No Brasil é difícil um artista por mais talento que tenha ser reconhecido. Os brasileiros parecem fechar os olhos para as coisas boas que têm dentro do país, ou parecem não ter opinião própria para assumir que a cultura brasileira é sim riquíssima e deve ser valorizada. Por isso Muniz decidiu ir morar em Nova York com o dinheiro que ganhou em uma indenização. Foi viajar para o Caribe e lá, pela primeira vez seu projeto começou a tomar forma nos olhos dos críticos e das instituições com a série Crianças de Açúcar (1996).
Vik Muniz foi convidado a expor suas obras em importantes museus de vários países como na Flórida, Nova York, Quebéc…Em 2001 foi convidado para participar da Bienal de Veneza, “Senti que havia chegado ao fim de uma longa luta pelo reconhecimento do meu trabalho no meu próprio país. Meus compatriotas pareciam estar finalmente orgulhosos da visão pouco ortodoxa, não acadêmica, transcultural e popular que eu tinha da arte e de seu papel na cultura brasileira”, lembra.
A contemporaneidade do artista está na inovação que ele trouxe para arte, trabalhando com diferentes materiais que não necessariamente sejam duráveis, como geléia, pasta de amendoim, caviar, poeira etc. Vik utiliza esses materiais inusitados, desenvolvendo obras de texturas e cores marcantes que depois são fotografadas e ampliadas. Trabalha principalmente com a banalização da imagem, assim como na Pop Art, fez releituras de obras de grandes Mestres da pintura como: Leonardo da Vinci, Claude Monet, Albert Durer, Andy Warhol entre outros.
Apesar de suas obras demonstrarem apelo social por certas injustiças e escravidão infantil, Vik não considera sua arte uma forma de sensibilizar o público “para isso existe o jornal”, diz.
Muita gente critica o artista dizendo que suas obras não possuem valor artístico real, que seu maior sucesso é devido a sua natureza “marqueteira”. Mas afinal, Vik conseguiu criar uma arte acessível para diferentes públicos, de todas as classes sociais, utilizando-se de ícones da história da arte e do mundo pop, que por si só já tem seu grande mérito, e ainda mostra que é mais do que um grande artista, escultor e fotógrafo, é um grande homem que transforma coisas simples e descartáveis em grandes e admiradas obras de arte.

Recomendo a todos que apreciam arte a conhecer seu trabalho de perto no Masp, pois uma coisa é ouvir falar e ver seu trabalho na internet e outra coisa é estar de ante da própria arte e poder vivência-la.

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Como o SwáSthya pode te ensinar a ser mais feliz?

Posted in Autoconhecimento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31/05/2009 by Renata Junqueira

Yôga em Campos do Jordão

Nós estamos continuamente em busca da felicidade, achamos muitas vezes que iremos encontrá-la, por exemplo, com o sucesso profissional, então trabalhamos exaustivamente para isso. Uma hora necessariamente percebemos um grande vazio dentro de nós ao invés da esperada felicidade. Isso ocorre corriqueiramente pois lutamos cegamente para alcançar um objetivo futuro e acabamos deixando de lado nossa vida no presente e o mais importante, nossa realização pessoal. Esquecemos de extrair satisfação em todos nossos atos pois achamos que a satisfação se encontra apenas nos resultados e não no processo como um todo, o que nos permite uma sensação muito mais prolongada e enriquecedora. Se realizar profissionalmente, ganhar prestígio e dinheiro é sim uma maneira de ser mais feliz, porém é necessário também um ideal, uma filosofia, um prazer, e ainda, obter contentamento em cada etapa, em cada dificuldade, em cada superação desse processo, pois ser feliz é um estado emocional gerado por um trabalho continuo de autoconhecimento e auto-superação.
O Yôga nos proporciona técnicas incrivelmente eficazes em busca do autoconhecimento e da expansão da consciência, o que resulta numa enorme alteração da nossa percepção da realidade e um aumento significativo do nosso senso crítico. É visível como isso altera nossas atitudes, e conseqüentemente nossos hábitos, nossa alimentação, nossas decisões e principalmente nossas necessidades, aprendemos a fazer escolhas mais conscientes e a rejeitar tudo aquilo que não nos é necessário. Os yôgins desenvolvem ainda uma importante atitude de pró-atividade, devido a ampliação da consciência, resultando numa melhor qualidade de vida, melhor relacionamento com as pessoas, espírito de liderança, estimulando a si e a todos a sua volta atitudes mais conscientes. A grande diferença entre uma pessoa que pratica SwáSthyaYôga e outra que não faz é a: atitude. O como ela é feita, com ou sem consciência; e o porque ela é feita, porque ela quer ou por influências externas.
Uma das coisas que alavanca o desenvolvimento interior de um yôgin é a certeza da máxima: a união faz a força. Uma só pessoa pode não conseguir grandes resultados em prol de um ideal mas, muitas pessoas juntas conseguem um resultado expressivo. Deveríamos, dentro do possível, sempre acrescentar e unir na nossa vida, amigos, atividades, conhecimento, etc. Uma poderosa ferramenta de evolução é o conhecimento da força gregária que soma a força de coesão de todos os membros de uma “comunidade” especifica, no caso do SwáSthya Yôga, aumentando nosso potencial interior e ampliando nosso círculo de amizades. Proporcionando ainda uma enorme sensação de conforto e segurança por saber que temos pessoas especiais ao nosso lado as quais podemos contar sempre que precisarmos.
Buscamos no Yôga conhecer aquilo que realmente somos, arrancando os disfarces e descortinando tudo o que colocamos dentro e fora de nós para integrar-nos na sociedade. Conseguindo resgatar nossa verdadeira essência, nosso EU, sem as interferências do ego ou da sociedade fica muito mais fácil saber o que nos fará realmente felizes. A razão da nossa existência se torna algo tão claro dentro de nós, que desenvolvemos uma camada extra de força e coragem para conseguirmos enfrentar o mundo e agir de acordo com a nossa consciência, do nosso púrusha (nossa essência).
Aos poucos percebemos que nossa ansiedade abaixa abrindo espaço enfim para a estabilidade que se reflete em todos nossos corpos, emocional, físico, energético…resultando numa maior capacidade de trabalhar, estudar e realizar qualquer outra atividade sem as grandes dispersões que antes nos atrapalhavam. Aprendemos a administrar melhor nosso tempo realizando ações mais condizentes com nossos objetivos e metas e nos tornando enfim, pessoas muito mais realizadas e felizes.